Há em nossas vidas o momento que decidimos o que deveremos fazer pra sempre. Estou no início do ano após esta decisão. Nada muito difícil, pra mim as coisas funcionam de forma simples: basta ter foco e produção. Se eu conseguir manter essa base, com certeza posso vir a colher bons frutos.
O problema é tentar manter isso, com tanta coisa - inútil, não poderia deixar de frisar - na cabeça. Passado e Presente em constante confronto, um confronto pessoal que te prende no seu mundo perdido de pensamentos. Se você, caro leitor, já passou ou passa por isso, cuidado! A mente é, sem sombra de dúvidas, o seu maior inimigo.

Parte I: História dos Subúrbios
Como citado no meu último post (Gavetas Grávidas) onde no seu final extraí o último parágrafo do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, há o momento que está assim: Vamos à História dos Subúrbios. Queria apenas explicar aos que não sabem que Machado não escreveu a História dos Subúrbios, prometida em Dom Casmurro através do personagem-narrador. Uma pena, porém no seu penúltimo livro Esaú e Jacó ele compôs, através de sua visão, a história política e social de toda a cidade, quando esta exercia ainda segundo Sevcenko "papel preponderante, senão hegemônico, como capital cultural, além de ser o centro das decisões políticas e administrativas". Só para deixar claro mesmo.
Parte II: Luz e Trevas
A luz na forma como a conhecemos é uma gama de comprimentos de onda a que o olho humano é sensível. Trata-se de uma radiação electromagnética pulsante ou num sentido mais geral, qualquer radiação electromagnética que se situa entre as radiações infravermelhas e as radiações ultravioletas. Já as trevas não existem por si só. Elas poderão "existir" se, e somente se, houver a ausência da Luz! Mas como definir as trevas?*
Introduções "com bases em explicações" já se tornaram um pouco o meu estilo. Mas, onde quero chegar, é num sentido mais figurado. Vivo nas trevas dos meus pensamentos, pois os mesmos nunca me dão respostas que preciso. Acabo por me perder repetidas vezes criando minhas próprias verdades, dando novas convicções do que o meu eu pensa ser o correto e sempre tentando tirar experiências de lugares que não há. Mas, como posso afirmar que tais experiências não existem? Simples, a luz não me aparece. E quanto mais isso ocorre, mais me prendo e vejo que não posso viver só... Por mais que eu tente, nunca funciona. Nunca consigo olhar um ser - a primeira vista - e não duvidar dele, por mais que eu venha a admirá-lo. Posso vir a pensar o pior das pessoas e muitas vezes a vida vem e quebra a minha cara. E, as trevas que consomem meus pensamentos, parecem vencer da Luz que é sempre idealizada, mas que nunca aparece.
Talvez esteja tratando esse tema de forma peculiar, dramática e seja cego o suficiente. Cego, pela Luz que talvez tenha aparecido mais que o normal, Luz que talvez sempre esteve na minha frente o suficiente para cegar-me. Luz, que ilumina meus caminhos pra sempre permanecer vivo nas trevas - dos meus pensamentos. Mas viver em um eterno "talvez" cansa. É mais fácil, deixar a vida levar e me ensinar claramente.
*Gostaria de ler as definições próprias de trevas de vocês.




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